
SOZINHA COM O MUNDO AO REDOR
Sentada à mesa de um bar te esperando. Parece que minha vida inteira foi assim. Eu sempre te esperando. Por isso digo “minha vida” e não “nossa”. A música ao fundo não me distrai mais. E sei que uma leitura não me concentraria. Começo a reparar nas pessoas à volta. Umas estão perdidas em si, outras estão acompanhadas, outras achadas em si. Penso naquelas que estão sozinhas. Será que também esperam alguém? Ou será algo? Pessoas tão diferentes. Tão aquém de nossa vida, de nossa história. E ao mesmo tempo tão próximas, unidas por mesas solitárias, cadeiras que não serão puxadas e conversas de bar que não acontecerão.
Sentada à mesa de um bar te esperando. Parece que minha vida inteira foi assim. Eu sempre te esperando. Por isso digo “minha vida” e não “nossa”. A música ao fundo não me distrai mais. E sei que uma leitura não me concentraria. Começo a reparar nas pessoas à volta. Umas estão perdidas em si, outras estão acompanhadas, outras achadas em si. Penso naquelas que estão sozinhas. Será que também esperam alguém? Ou será algo? Pessoas tão diferentes. Tão aquém de nossa vida, de nossa história. E ao mesmo tempo tão próximas, unidas por mesas solitárias, cadeiras que não serão puxadas e conversas de bar que não acontecerão.
Um comentário:
Muito bom esse texto, sempre fico pensando coisas parecidas. Penso mais quando estou no ônibus ou metrô, tantas pessoas que passam pela minha vida por alguns instantes, com os mesmos objetivos e quem sabe até destinos semelhantes, quem sabe?
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