quarta-feira, 23 de julho de 2008

Mãe...


ESTA É MINHA

Comecei a escrever este texto pensando em o que falar sobre a pessoa mãe. Mas aí reparei que fica difícil escrever sobre todas as mães, porque eu só conheço mesmo a minha. Mas vendo o jeito dela, posso pensar em outra mãe: a que, se Deus quiser, serei. E terei cumprido meu papel se conseguir ser metade do que ela é. Não digo que minha mãe é perfeita; ela tem sua cota de erros e sua cota de acertos. Mas por ser sua filha, e amá-la do jeito que amo, fica mais fácil ressaltar somente seus acertos (ter passado da fase revoltada da adolescência também ajuda).
O fato é que quero ser uma mãe como ela por basicamente dois motivos: sua força e sua fé. O resto acaba sendo apenas conseqüência. A força de amar tanto suas filhas mesmo depois que elas a machucam; força de não desabar diante de um problema; força de conseguir se mostrar calma e acalmar alguém mesmo quando seu coração dói da mesma forma que o do outro. E tudo isso acompanha sua fé; a fé em Deus; nas pessoas; na família; no poder da própria fé.
Também a admiro como mulher. Não importa se sua vaidade é pouca. Ela é mulher porque tomou a decisão de cuidar da família, porque sabe estruturar um lar. Porque decidiu quem amaria, porque no momento deve estar emocionada por causa de meia dúzia de palavras bonitas.
Palavras, aliás, que não são suficientes. Nada do que eu disser o fará enxergá-la da forma como a enxergo. Não existe um meio de descrever plenamente um objeto de análise (isto veio das aulas de semiótica). Também não adianta dizer que daria a ela o universo. Isso é impossível e pouco. Por isso dou meu amor, que além de possível, é o bem mais precioso que tenho.
Depois de tudo, se você concordar que sua mãe se parece um pouco com a minha, parabéns... Você também é uma pessoa de sorte!

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